Soldagem TIG: processo, diferenciais, vantagens e limitações!

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O processo de soldagem TIG (GTAW) é aquele em que a união é produzida pelo calor do arco elétrico estabelecido entre um eletrodo de tungstênio não-consumível e as peças a serem unidas. 

A sigla TIG é a abreviatura de “Tungsten Inert Gas”, que faz referência ao eletrodo de tungstênio e aos gases inertes utilizados no processo. Enquanto a sigla internacional GTAW, significa “Gas Tunsten Arc Welding” ou soldagem a arco com proteção gasosa e eletrodo de tungstênio.

Desenvolvido no início dos anos 40 para atender a indústria aeroespacial, o processo foi aperfeiçoado para soldar ligas não ferrosas e juntas que precisam de bom acabamento na raiz.

É aplicável à maioria dos metais e suas ligas numa ampla faixa de espessuras, por isso, é bastante utilizado nas ligas de alumínio, magnésio, titânio e aços inoxidáveis, por exemplo.

Diferenciais

Assim como a soldagem a gás, é possível realizar o processo de soldagem TIG sem a utilização de metal de adição.

Processo de Soldagem TIG.
Processo de soldagem TIG.

O processo permite um controle independente da fonte de calor e do metal de adição, resultando em um excelente controle de energia transferida para a peça. 

Como utiliza gás inerte para a proteção contra a oxidação pela atmosfera, não ocorrem reações entre o metal fundido e o gás de proteção, ou seja, não há formação de escória e tampouco há formação de fumos, o que garante ótima visibilidade para o soldador.

A poça de tungstênio e a solda são protegidas e arrefecidas com o gás inerte, normalmente o argônio.

Durante a soldagem, o soldador deve segurar o eletrodo consumível e a tocha. Por esse motivo, o processo é indicado para soldadores mais experientes no segmento.

Vantagens x Limitações

O processo TIG produz soldas de alta qualidade, poça de fusão calma, solda a maioria dos metais e ligas, além de possuir fonte de calor concentrada, minimizando a zona termicamente afetada e as distorções.

Outra qualidade do processo, é que não existe a necessidade do trabalho de remoção da escória entre os passes. A soldagem é limpa, resultando em um cordão de solda com boa aparência e acabamento.

Apesar de possuir vantagens e diferenciais incríveis, o processo, assim como qualquer outro, carrega as suas limitações, como: possui possibilidade de emissão intensa de radiação ultravioleta, impossibilidade de soldagem com corrente de ar, processo com baixa taxa de deposição e possibilidade de inclusão de tungstênio na solda.

Etapas do processo

  1. Preparação da superfície, por meio de lixamento, escovamento, decapagem, para remoção de óleo, graxa, sujeira, tinta, óxidos.
  2. Abertura do gás (pré-purga) para expulsar o ar da mangueira de gás e da tocha.
  3. Pré-vazão ou formação da cortina protetora antes da abertura do arco.
  4. Abertura do arco por meio de um ignitor de alta freqüência.
  5. Formação da poça de fusão.
  6. Adição do metal na poça de fusão, quando aplicável;
  7. Ao final da junta, extinção do arco por interrupção da corrente elétrica;
  8. Passagem do gás inerte sobre a última parte soldada para resfriamento do eletrodo e proteção da poça de fusão em solidificação (pós- vazão).
  9. Fechamento do fluxo de gás.

(As etapas 3 e 8 são automáticas, fazem parte das características técnicas do equipamento.)

*Todas as informações foram retiradas das apostilas técnicas da Balmer.

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