Como acontece o processo de soldagem com eletrodo revestido?

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A história do processo de soldagem com eletrodo inicia-se em 1885, na Inglaterra, quando Nikolas Bernardos e Stanislav Olszewsky registraram a primeira patente de um processo de soldagem baseado em um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo de carvão e a peça a ser soldada.

Eletrodo revestido juntamente com a soldagem.
Uso da soldagem com eletrodo.

Cinco anos depois, N. G. Slavianoff e Charles Coffin, desenvolveram de forma totalmente independente, a soldagem com eletrodo metálico nu, para mais tarde, na Suécia, Oscar Kjellberg melhorar o processo através de eletrodos revestidos com cal.

Com as suas melhorias, os operadores conseguiram uma melhor abertura e maior estabilidade do arco.

Entenda um pouco sobre o processo:

O processo

A soldagem com eletrodo revestido – também conhecida como soldagem manual a arco elétrico (Manual Metal Arc – MMA) –, é um processo de soldagem realizado a partir do calor de um arco elétrico mantido entre a extremidade de duas partes metálicas.

O processo consiste na abertura e na manutenção do arco entre o eletrodo revestido e a peça a ser soldada, de modo a fundir simultaneamente o eletrodo e a peça. 

Todo o calor produzido pelo arco elétrico é suficiente para fundir o metal de base, a alma do eletrodo (núcleo metálico envolvido por um revestimento composto de materiais orgânicos e/ou minerais) e o revestimento.

Depois disso, as gotas de metal fundido são transferidas através do arco para a poça de fusão, enquanto os gases produzidos e a escória líquida protegem o metal de solda da contaminação atmosférica durante a solidificação.

Esquema para processo de soldagem da A Mega Loja.
Soldagem com Eletrodo Revestido – Processo.

Utilizado na fabricação e montagem de diversas estruturas e equipamentos, esse processo pode ser realizado em vários materiais como em aço inoxidável, alumínio, cobre, ferro fundido e níquel, por exemplo.

Etapas do processo

  1. Preparação do material que deve ser isento de graxa, óleo, óxidos, tintas, etc;
  2. Preparação da junta;
  3. Preparação do equipamento;
  4. Abertura do arco elétrico;
  5. Execução do cordão de solda;
  6. Extinção do arco elétrico;
  7. Remoção da escória.

*Dependendo do tipo de junta a ser soldada, estas etapas devem ser repetidas quantas vezes for necessário para a realização do trabalho.

Consumível utilizado

O eletrodo revestido é constituído por:

Especificações do Eletrodo revestido.
Especificações do Eletrodo.

As dimensões dos eletrodos variam de 1 a 8 mm de diâmetro e 350 a 470 mm de comprimento. O diâmetro do eletrodo é fator limitante da faixa útil de corrente de soldagem, pois determina a densidade de corrente elétrica por unidade de área.

Quanto maior o diâmetro do eletrodo, maior será a taxa de deposição e, portanto, maior produtividade. O maior diâmetro utilizável é a função da posição de soldagem do tipo de chanfro e do tipo de revestimento.

O diâmetro do eletrodo determina a faixa de corrente de soldagem, por esse motivo, um eletrodo excessivamente largo resulta em uma corrente mínima muito alta, o que pode ocasionar perfuração da peça.

Alma ou núcleo metálico

A alma do eletrodo pode ser ou não da mesma natureza do metal base, pois, o revestimento, além de proporcionar proteção, pode completar a sua composição química.

Exemplo:

  • Material a soldar: aço inoxidável;
  • Núcleo metálico utilizado: aço baixo carbono ou aço inoxidável.

Funções do revestimento

O revestimento possui algumas funções, como:

  1. Estabilizar o arco elétrico.
  2. Proteger a peça contra a ação da atmosfera através da geração de gases e da formação da camada de escória.
  3. Reduzir a velocidade de resfriamento do cordão de solda.

Vantagens e desvantagens do processo

Carregando diversas vantagens como a simplicidade e flexibilidade na aplicação, grande variedade de consumíveis e o seu baixo investimento, a soldagem com eletrodo revestido tornou-se um dos processos mais práticos e populares neste segmento.

Mas, apesar de suas vantagens, também existem desvantagens durante a sua realização. Por ser um processo altamente manual, ele depende muito da habilidade do soldador, além disso, não se aplica a materiais de baixo ponto de fusão, como o zinco, o chumbo e o estanho e em metais muito reativos (titânio e zircônio, por exemplo).

*Todas as informações foram retiradas das Apostilas Técnicas da Balmer.

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